Projeto DHnet
Ponto de Cultura
Podcasts
 
 Direitos Humanos
 Desejos Humanos
 Educação EDH
 Cibercidadania
 Memória Histórica
 Arte e Cultura
 Central de Denúncias
 Banco de Dados
 MNDH Brasil
 ONGs Direitos Humanos
 ABC Militantes DH
 Rede Mercosul
 Rede Brasil DH
 Redes Estaduais
 Rede Estadual RN
 Mundo Comissões
 Brasil Nunca Mais
 Brasil Comissões
 Estados Comissões
 Comitês Verdade BR
 Comitê Verdade RN
 Rede Lusófona
 Rede Cabo Verde
 Rede Guiné-Bissau
 Rede Moçambique
                
Memorial Online Mércia de Albuquerque
Peça Teatral Lady Tempestade

ABC Reprimidos | ABC Repressores AdvogadosFamiliares | Organizações  
Projeto | Acervo Mércia | DiáriosCartasJurídico | Jornais | Peça Teatral
ÁudiosVídeos | Imagens |  Brasil Nunca Mais | Memoriais NE | Equipe


Lady Tempestade: monólogo com Andrea Beltrão, dirigido por Yara de Novaes, mergulha no diário de Mércia Albuquerque, que se dedicou a defender presos políticos na ditadura,
por Clilton Paz Portal RJ4 06.01.2024


Espetáculo estreou no dia 4/1, no Teatro Poeira, parte das histórias da advogada pernambucana para refletir sobre violências e injustiças, no presente e no futuro.

Passado, presente e futuro se embaralham em “Lady Tempestade”, espetáculo cuja dramaturgia parte dos diários da advogada pernambucana Mércia Albuquerque (1934-2003), sobre sua atuação em defesa de centenas de presos/as políticos/as do Nordeste, principalmente entre 1973 e 74, um dos períodos mais pesados da ditadura brasileira.

Na trama escrita por Silvia Gomez e dirigida por Yara de Novaes, Andrea Beltrão interpreta A., mulher que recebe os diários de Mércia e fica impactada com o testemunho pela busca de justiça — ou, ao menos, o paradeiro de desaparecidos, a partir das súplicas de mães desesperadas — e com a narrativa repleta de violência e coragem.

Numa espécie de “diário dentro do diário”, A. encara o dilema de se envolver com aquela história, mas acaba mergulhando nela. Aos poucos, vai revelando uma personagem feminina importante, que começa a ser reconhecida a partir da publicação de suas memórias em livro, em 2023.


“Mércia dizia que era uma contadora de histórias de pessoas que reconstruíram a liberdade. Eu sou uma contadora de histórias. Eu acredito que contar histórias é uma maneira amorosa de pensarmos juntos no nosso passado, nosso presente e nosso futuro. Contar histórias amorosamente, para nunca esquecer. Para tentarmos responder às perguntas que nos fazemos aqui e agora”, explica Andrea.


A opção de levar essa história aos palcos veio, por coincidência, após seu monólogo “Antígona”, montagem sobre o clássico de Sófocles em que a protagonista enfrenta a ordem do rei Creonte para deixar seu irmão, que lutou na guerra, insepulto. Andrea levou o prêmio APCA de melhor atriz pela peça, que se desdobrou também em livro e no filme “Antígona 442 a.C”. Agora, retoma o tema da luta por justiça, e pelo sepultamento digno de entes queridos, em “Lady Tempestade”.


Ao fazer paralelos com o tempo presente — com direito a um desabafo verídico, em áudio, de uma mãe que teve o filho assassinado pela polícia em 2022 —, A. envolve a plateia numa questão angustiante, mas provocadora: se não dá para “desver”, o que podemos fazer com isso?


Com a dúvida se transformando em parte do enredo, foi natural para Silvia Gomez adotar uma ideia dada por Yara: narrar a história como se fosse o diário de A. lendo o diário de Mércia. “A personagem da Andrea diz: queria fingir que não tinha recebido aquilo, mas não era mais possível. Eram coisas semidesaparecidas e não são mais. Então, para que futuro vamos após ouvir as palavras de Mércia?”, indaga a autora.


Não à toa, uma frase é repetida algumas vezes no texto, após a leitura de trechos dramáticos do diário de Mércia: “Essas coisas acontecem, aconteceram, acontecerão”. Silvia desenvolve: “Alguém do presente, como nós, recebe uma convocação do passado. De repente, na escrita, o tempo verbal tornou-se arisco: às vezes no passado, às vezes no presente, às vezes no futuro. Como se a forma pedida pela obra nos lembrasse que o Brasil é reincidente no esquecimento de sua história, tantas vezes parecida com uma cena em looping de terror”.


Lady Tempestade com Andrea Beltrão.
Teatro Poeira (Rua São João Batista, 104 – Botafogo).
Telefone: (21) 2537-8053.
Horário: Quinta a sábado, às 21h | Domingo, às 19h.
Ingresso: 100,00 (inteira) | 50,00 (meia).
Capacidade: 171 lugares.
Duração: 70 minutos.
Classificação: 12 anos.
Bilheteria: terça a sábado, das 15h às 21h | domingo, das 15h às 19h.
Temporada: de 04 de janeiro a 04 de fevereiro.
Início das vendas pela plataforma Sympla em 20 de dezembro.
Vendas na bilheteria do teatro Poeira a partir do dia 02 de janeiro.

 


ABC Reprimidos | ABC Repressores AdvogadosFamiliares | Organizações  
Projeto | Acervo Mércia | DiáriosCartasJurídico | Jornais | Peça Teatral
ÁudiosVídeos | Imagens |  Brasil Nunca Mais | Memoriais NE | Equipe

 

Home Page Mércia Albuquerque
Criada no ano de 2003

Desde 1995 © www.dhnet.org.br Copyleft - Telefones: 055 84 3211.5428 e 9977.8702 WhatsApp
Skype:direitoshumanos Email: enviardados@gmail.com Facebook: DHnetDh
Google
Notícias de Direitos Humanos
Loja DHnet
Linha do Tempo
Sistemas Internacionais de Direitos Humanos
Sistema Nacional de Direitos Humanos
Sistemas Estaduais de Direitos Humanos
Sistemas Municipais de Direitos Humanos
História dos Direitos Humanos no Brasil - Projeto DHnet
MNDH
Militantes Brasileiros de Direitos Humanos
Projeto Brasil Nunca Mais
Direito a Memória e a Verdade
Banco de Dados  Base de Dados Direitos Humanos
Tecido Cultural Ponto de Cultura Rio Grande do Norte
1935 Multimídia Memória Histórica Potiguar
Curso de Agentes da Cidadania Direitos Humanos