
NOTICIAS FORENSES
1.
Quando se diz que a vida de um advogado não é fácil, não
existe nenhum exagero nisso. Por isso que hoje em dia a preocupação é
se preparar muito cedo para os concursos públicos. Se tornar juiz ou
promotor é a meta número hum de qualquer estudante de direito. Os que
teimam em optar pela advocacia devem se preparar para uma vida árdua,
cheia de espinhos, no meio da incompreensão, falta de conhecimento da
legislação que rege a advocacia e suportar os maus modos de certos
servidores. As vezes me pergunto porque tanta incompreensão em relação
ao causídico e se todos nos fossemos funcionários públicos, haveria
justiça?
2.
No dia 23 de março de 2000, nós dirigimos para uma das varas da
capital afim de poder conversar com o juiz titular. Sendo o primeiro a
chegar e tendo sido anunciado e com a promessa do Juiz de ser recebido
logo. Sentado na antessala vimos desfilar colegas e colegas indo ter com
o juiz, sem respeitar a ordem de chegada. Quando após quase duas horas
e meio de espera, falei com a secretaria se o juiz ainda ia me receber,
me comunicou a linda assessora ou secretária do juiz que este não
poderia mais receber ninguém, porque tinha que se deslocar urgentemente
para uma reunião e lá se foi meu dia...
3.
Acabei de me encontrar com meu amigo o brilhante advogado
trabalhista e homem integro que faz o orgulho desse país. .Falamos
longamente das agruras de nossa profissão e notadamente dos entraves
encontrados quando se processa algum poderoso que tem influência. A
conseqüência é que mesmo tendo ganho a demanda, o reclamante jamais
recebe aquilo que a justiça lhe destinou. O processo simplesmente fica
paralisado, não se decide nada e o cidadão a ver estrelas, se viver,
algum dia quando as coisas mudarem Justiça lhe será feita certamente
impressão que se tem é que esses poderosos conseguem até ofuscar o
brilho da justiça.
4.
Num Domingo desses, tivemos que acompanhar um vizinha para
registrar uma ocorrência de perda de aparelho celular, estava eu
trabalhando no meu computador, deixei o computador ligado, pensando
voltar logo, apenas tratava-se de fazer o registro de uma simples ocorrência.
Quando lá chegamos a agente de plantão na Delegacia de Candelária,
estava atendendo uma senhora que brigou com o companheiro. Ela levou
exatas duas horas-acredita quem quiser-
p[ara tentar conciliar as partes. Quando chegou a nossa vez de
ser atendido, ela jogou a caneta na mesa e afirmou que não ia nos
atender, porque sua função não era essa e que estava apenas quebrando
o galho de uma conhecida. Estarrecidos, a minha vizinha comentou, mas
minha senhora e esse tempo de espera e você não nós diz absolutamente
nada e nos deixou esperando. Respondeu ela que o assunto era da minha
vizinha e que não tinha nada a ver com aquilo. Minha vizinha explodiu,
foi quando apareceu o Sr. Delegado de plantão, tomando a palavra tentei
argumentar dando razão a minha cliente, foi aí que a situação
piorou, incrivelmente o Delegado me deu voz de prisão por “desacato
à autoridade”,não conseguiu me amedrontar e tive que me defender,
pois não havia motivo para discussão, depois que soube que o Delegado
não tinha gostado de minha cara
e odiava advogados “metidos nesse negócio de direitos
humanos”, pura imbecilidade.
5.
Cada dia que passa está realmente ficando muito difícil
acompanhar um cliente a uma Delegacia de Policia da capital. Pelo menos
no que me diz respeito já desisti de advogar junto
as delegacias de policia. Pois a maioria delas têm seus
advogados preferidos. Já soube de situações realmente desagradáveis
em que uma autoridade policial insinuava que um cidadão desistisse de
seu advogado para contratar aquele da escolha da autoridade, aí a
pergunta será que uma autoridade dessa não vai se beneficiar dos honorários
auferidos pelo seu advogado cúmplice ou é apenas para ajudar o
“amigo” ?
6.
Sempre acreditei que a advocacia é elegância, bom
comportamento, ética, assim tenho como regra de conduta jamais
desprezar ou subestimar o saber de algum colega no exercício da
advocacia. Mas é realmente inacreditável o grande número de colegas
sem princípios, que não observam as mínimas regras traçadas pelo
Estatuto da advocacia. Chamo esses profissionais de “mau caráter”.
Realmente não suporto pessoas dessa gênero, por mais que tento ser
civilizado. Um dia desse me defrontei com um desses elementos. Fiquei
chocado, pois tendo me encontrado com um jovem advogado num processo no
Juizado de Trânsito, tendo destinado ao mesmo toda a minha civilidade,
soube depois, talvez para se mostrar, que me chamará de “advogado pé
de chinelo” e “advogado de Porta de delegacia de policia”. Acertou
o covarde num primeiro instante, covarde porque quem fala dos outros na
sua ausência é um tremendo covarde: realmente não existe nenhuma
vergonha em ser advogado pobre, pressuponho que quando ele me qualificou
de “pé de chinelo” quis dizer que sou advogado pobre. Prefiro ser
advogado pobre de que mau caráter e covarde. Num segundo plano errou o
covarde: pois nunca procurei uma delegacia de policia atrás de
clientes.
7.
Acrescento ainda que o referido profissional, fez uma péssima
defesa de seu cliente, que findou perdendo a questão. Aí termino
dizendo que é melhor ser advogado pobre de que ser um profissional
burro, que não lê e faz vergonha a classe. Na realidade não estou
falando de um advogado estou claro me referindo a um rabula.
8.
Leio na coluna de Lavoisier Nunes De Castro, no Jornal de Natal,
uma noticia referente a agressão aos princípios da advocacia diretor
do Complexo Penal demissionário, Ten-cel-PM Sebastião de Souza
Saraiva, baixou Portaria, em 15 de abril de 1999, ordenando que os
advogados que entrarem para manterem contato com seus clientes
nestes dias( de visita) terão seus pertences revistados. Não se pode
negar que a referida autoridade dispõe de um poder que vai além da
Constituição Federal e assim sendo aí de nós pobres mortais...Tenho
sempre dito que nosso maior problema entre outros é o desconhecimento
da lei.
ADVOGADOS LADRÃOS, PICARETAS, MALANDROS... e tudo quanto é
nome feio que se pode aplicar a homem indecente
9.
E por falar nos advogados ladrões, picaretas e malandros, ninguém
supera a Dra. ELYANE FIALHO DE ALMEIDA, advogado inscrita na secional da
OAB /RN. sob o nº. Essa profissional simplesmente após concluído um
processo trabalhista, a espera apenas do pagamento de precatório na
sede de nosso Tribunal Regional do trabalho. Tendo sido já depositado o
numerário de R$. 139.000,00 (cento e trinta nove mil reais). A referida
“advogada”, faz a cabeça dos reclamantes que passam para ela
procurações públicas confeccionadas às pressas no vizinho município
de São Gonçalo do Amarante, revogando as procurações anteriormente
concedidas e se apropria dos honorários deferidos pelo MM. Juiz
integrante da nossa alta Corte laboral...
Não tivesse acontecido perante meus olhos, jamais acreditaria. Já
ouvi falar de malandros, picaretas, caras de pau, mas nunca tinha me
defrontado com um deles. Soube depois, pois aqui na província se finda
sabendo tudo. “que existe uma gangue em ação para roubar honorários”.
O estranho mesmo foi deferir honorários para uma causídica que nunca
atuou num processo, cujo único ato foi receber os honorários. PARABÉNS
LALAU, PARABÉNS LUIS ESTEVÃO... aqui vocês tem companheiros.
Representamos contra a referida profissional junto à OAB, foi
dito que referido senhora é acostumada a assim agir e nada acontece.
Esperamos que a Nova Ordem faça jus ao nome e castigue profissionais
indignos que mergulham nossa linda profissão na lama. Ao deixar
prescrever uma representação contra a má atuação de um advogado, a
OAB está sendo omissa e conivente. O advogado não pode continuar sendo
associado a malandro...CHEGA DE SEM VERGONHICE.
Tendo ingressado
com uma ação de cobrança de honorários advocatícios contra os
reclamantes encabeçados também por um velho sem vergonha de nome
de Genival. Na audiência presidida por uma das juízas mais competentes
dessa província, seria e que honra a magistratura, a Dra Deise
Holder da 2ª Vara desta Comarca, Imaginem quem aparece para defender
os reclamantes malandros, o escritório da “advogada” malandra.
Aparece por lá um “advogado”, certamente membro da gangue e aproveitando-se
do estado democrático, formula uma defesa fajuta, esperando lograr
impunidade dos requeridos, não pagando o que deve. Teria ele afirmado
que mesmo ganha a questão os requeridos não têm com que pagar.
Pois só dispõem de bens impenhoráveis. Infelizmente nossa legislação
favorece a existência de pessoas sem escrúpulos. Todavia o que
nos move não é recuperar os honorários, mas sim denunciar, para
prevenir pessoas honestas ao lidar com tais profissionais...
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