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Textos

Aldemir Lemos: Uma vida na luta em prol da vida
Texto Crispiniano Neto, Voz e Viola Edísio Calisto
6,47 MB Formato mp3

Eis um homem com a vida dedicada
A lutar dedicado em prol da vida...
Nas trincheiras da classe oprimida,
Ombro a ombro com a massa explorada;
Transformando o viver numa jornada
De amor, de coragem, de verdade;
Enfrentando o poder da crueldade
Contra a lógica cruel da exploração,
Do arbítrio, do jugo, da opressão
E a sonhar acordado com a igualdade!

Este homem despiu-se de ambições
Pra poder se vestir de luta e sonhos
Encarando os poderes mais medonhos
Dos meganhas, gorilas e patrões,
Agitado agitou as multidões
Transformando o perigo em água calma;
Nunca quis destacar-se ou buscar palma
E se o medo existiu, passou por ele,
Assustado correu com medo dele
Sem poder habitar a sua alma!

Quando as trevas nos céus deste País
Como mata-borrões nos achataram
E as esteiras de aço se arrastaram
Arrastando metrancas e fuzis;
Quando um medo infeliz de ser feliz
Invadiu a nação de canto a canto,
Este homem jogou-se sem espanto
Nos porões como um facho em noite escura
Sussurrando canções sem partitura,
Gritos surdos de guerra e de acalanto!

Ao cair sobre nós uma cortina
De coturnos, algemas, chumbo e aço
Saiu ele a colar cada bagaço
Tendo o sonho improvável por resina;
Mesmo a morte a espreitar-lhe em cada esquina
Fez da dor um rastilho de poesia
Remendando esperanças de alegria,
Costurando retalhos de esperanças
Entrançando fiapos, e, com as tranças,
A bordar sem agulha, a fantasia!

Seus heróis não estavam nas escolas
Ilustrando lições fantasiosas
Onde as aulas das páginas mentirosas
Escondiam indígenas, quilombolas,
Seus vigários oravam sem estolas,
Seus guerreiros lutavam sem quartel
Entre os chefes não tinha coronel
Era outro o altar da sua Sé:
Lênin, Marx, Stalin, Mao Tsé,
Ho Chi Min, Che, Lumumba e Fidel

No Brasil eram suas referências
Olga e Prestes, guerreiro da coluna,
Rubens Lemos da pena e da tribuna,
Zé Praxedes que fez as excelências
Destronadas por novas consciências...
Vulpiano, Vivaldo e Maranhão,
Marighela e Mané da Conceição,
Mário Alves, Giocondo e Pretextato,
Astrogildo, Joel, Manuel Torquato
E as Ligas de Chico Julião!!!

Seus apóstolos na nova pregação
Pelo fim do regime, até que enfim,
Era a turma que ia à Vaz Gondin
Pra Maria servir-lhes refeição:
Dois Rivaldos, Ferreira, Damião,
Ivanildo, Ernesto, Bira e Mano,
Chico Pedro, Getúlio e Cipriano
Zé dos Santos, Cesário, Eliziel
Vendo Lula enfrentando coronel
E de um novo partido a fazer plano!

Foi aí que surgiu nosso PT
Um partido de classe, pela base,
A política vivendo nova fase
Ao invés de “o senhor”, “eu e você”,
O partido que ia ser PP
Se tornou mesmo “dos trabalhadores”
Sem vassalos, sem reis, sem ter senhores,
Nem escravos, chefões nem generais,
Sem também os cabos eleitorais,
Uma sigla dos próprios eleitores.

Para ter uma base social,
Antes mesmo de disputar mandatos
O partido partiu pra os sindicatos
Enfrentando a ganância patronal
Para entrar na estrutura sindical
Cuja rédea o governo tinha à mão
Sob os pés do pelego e do patrão
Que mantinham entidades amarradas
Foi preciso comer pela beiradas
E sair construindo oposição.

Foi aí que este homem agigantou-se
Esqueceu-se do emprego e da família
Uma hora em São Paulo, outra em Brasília;
De repente acabou-se o que era doce...
Dia e noite ia aonde quer que fosse
Pra criar comissões ou diretórios;
Do Jurídico, rodando em escritórios:
Atas, fichas, registros, seminários,
Camponeses, alunos e operários,
Pastorais, eleições, greves, cartórios.

A driblar o alcaguete e a escolta
Semeando, a mancheia, a visão crítica
Refundando os conceitos da política
Injetando dosagens de revolta
Consciência política, enfim se solta
Quem vivia calado, enfim discute,
Pouco a pouco este esforço repercute
Comissões, mais as CEBS e a OIAT
A ANAMPOS e o brilho da CONCLAT,
Cutiladas que dão CONCUT e CUT!

A
L
D
E
M
I
R
L
E
M
O QUE É QUE LHE FALTA FAZER MAIS
SE O QUE ELE JÁ FEZ, OUTRO NÃO FAZ!

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