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Insurreição Comunista de 1935
em Natal e Rio Grande do Norte

 

 

 

 

 

 

 

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História do dia em que os comunistas governaram o Rio Grande do Norte
Walter Medeiros, Cordel

Nestes dias de novembro,
Transcorre o aniversário,
De um fato que eu lembro,
Para o nosso calendário;
Foi a grande insurreição,
Que houve em nossa nação,
Com ideal libertário.

Era o dia vinte e três,
Do ano de trinta e cinco,
O povo de uma só vez,
Se revoltou com afinco,
Para tomar o poder,
Resolveu então dizer:
Com a reação não brinco.
Operários, camponeses,
Patriotas, democratas,
Sofriam com os burgueses,
Ganhando poucas patacas;
Queriam revolução,
Puseram armas na mão
E fizeram sua prática.

Querendo um Brasil livre,
Próspero e independente,
Os fatos que eu revivo
São muito efervescentes;
Pra derrubar os fascistas
E todos os integralistas,
Era um grande movimento.

Vargas ajudava Hitler,
E também a Mussolini,
Era mais do que um títere
Ditando o nosso destino,
Mas o partido operário,
Promoveu seu ideário
Apesar de clandestino.

Amplas massas descontentes
Começaram a protestar
E a luta foi pra frente
A fim de organizar
Combate aos imperialistas
Buscando grandes conquistas
Pra nosso Brasil salvar.

Pão, terra e liberdade,
Todos unidos almejavam,
Operários e soldados,
Aos milhares se juntavam;
Auspiciosas ações
Grandes manifestações
Logo desencadeavam.

Diversas camadas pobres
E inúmeros marinheiros
A ditadura encobre,
Mas foram até dos primeiros,
Combateram a exploração,
Lutando contra a opressão,
Do nosso povo obreiro.

Todos queriam mudança,
Estavam bem conscientes,
De que viria bonança
Para toda nossa gente,
Quando tivessem direito
De bater a mão no peito,
Com a vitória contente.

O governo já temia
A vitória da Aliança,
Que liberdade queria,
Para a classe que não cansa,
Desde sua fundação
Liberdade pra nação
Pregava com confiança.

Depois de passar três meses,
Aquela organização,
Atuando com firmeza
Foi vítima da repressão;
Pode defender a verdade,
Veio a ilegalidade,
Mas não parou sua ação.

Comunistas continuavam,
Combatendo o fascismo,
Nunca eles vacilavam
Contra o imperialismo;
A crise se agravava,
A reação ameaçava,
querendo o entreguismo.

Veio a palavra de ordem
De conquistar um governo
Popular, revolucionário,
Com decisão e com zelo;
Um governo nacional,
Com preocupação total
Pelo bem do povo inteiro.

A aliança clandestina
Estava sob a direção
Do Partido Comunista
Que é de todo cidadão,
E que fazia um trabalho
Apoiando os operários
Contra toda traição.

Na cidade de Natal,
Soldados se rebelaram,
E com o mesmo ideal
Todas as praças lutaram,
Ficaram aquartelados
E foram muito apoiados
Por inúmeros operários.

Após ásperos combates
Com as forças da reação
Que se davam em toda parte
Da nossa grande nação
Instalados no poder
Começaram a fazer
A nossa revolução.

Na história do país,
Era o primeiro caso,
Foi o povo quem o quis,
Esse nosso povo bravo,
Isso ficou bem provado
Pois não mandaram recado
em todo canto estavam.

No outro dia, em Recife,
Foi em outro batalhão,
Que com garra decidiu-se
Fazer sublevação;
Natal tomaram primeiro,
Mas no Rio de Janeiro
Também houve emoção.

Durante dias seguidos
Os comunistas mandaram,
E os burgueses, vencidos,
Também não se acomodaram,
Formaram tropas maiores
E com armas bem melhores
O governo retomaram.

Violentíssimos combates
Foram travados em Natal,
No Rio e em outras partes
A coisa se deu igual;
Mas as tropas dos fascistas
Desfizeram as conquistas
De forma descomunal.

Eles usaram aviões
E toda artilharia
Fizeram destruição
Durante mais de um dia
Reduziram a escombros
O prédio de um regimento
Sede da infantaria.

Desta forma o movimento
Que durou por quatro dias
Foi batido com um cruento
Ataque da burguesia
Mas nos heróicos combates
Que se deram em várias partes
O povo quem lucraria.

A grande insurreição
Nacional libertadora
Animou os corações
Das massas trabalhadoras
Levava a esperança
De um tempo de bonança
Com a idéia salvadora.

Devotados companheiros
Com a bravura do povo
Lutaram o tempo inteiro
E suas mortes ou louvo
Eles deram suas vidas
Para acabar as feridas
Que hoje doem de novo.

Apesar de derrotado
O movimento projetou-se
E por isso é lembrado
Pelo exemplo que trouxe;
Aquela grande façanha
Mostrou que o povo ganha
Com o fuzil ou com foice.

Os belos ensinamentos
Permanecem atuais
Os operários são sedentos
E querem fazer bem mais
Pão, terra e liberdade
Todos querem de verdade
Vamos ser um dia iguais.

A reação em geral
Ainda está no poder
E só pode fazer mal
Ao Brasil, digo por quê
Instituíram o regime
Militar que nos oprime
Sem nada por nós fazer.

Os revolucionários
Mostraram o nível das massas
Camponeses e operários
Querem o fim da desgraça
Dinâmica e muito unida
A vanguarda combativa
Inda vai voltar à praça.

A insurreição do Partido
Comunista do Brasil
Teria um grande sentido
Como todo mundo viu
Extinguiu a ditadura,
Acabando a vida dura,
conforme o povo pediu.

O caminho desta luta
Foi mais tarde abandonado
No meio dessa labuta
Houve os que se acovardaram
Querendo mudar a vista
Ficaram revisionistas
E nunca mais se ajeitaram

Por tudo que representa
A insurreição armada
Pela força, violenta,
Inda será retomada,
libertação nacional,
e o bem-estar social
são as coisas desejadas.

(1980

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