Direitos Humanos
 Desejos Humanos
 Educação EDH
 Cibercidadania
 Memória Histórica
 Arte e Cultura
 Central de Denúncias
 Banco de Dados
 MNDH Brasil
 ONGs Direitos Humanos
 ABC Militantes DH
 Rede Mercosul
 Rede Brasil DH
 Redes Estaduais
 Rede Estadual RN
 Mundo Comissões
 Brasil Nunca Mais
 Brasil Comissões
 Estados Comissões
 Comitês Verdade BR
 Comitê Verdade RN
 Rede Lusófona
 Rede Cabo Verde
 Rede Guiné-Bissau
 Rede Moçambique

 

"O mundo dos fatos não conduz a nenhum caminho para o mundo dos valores" Albert Einstein

EMPIRE

Globalização ou mundialização são palavras fáceis para a evasiva do poder que, apesar disso, não esconde a sua força ilimitada. O que está se globalizando é a cultura do consumo, o poder do mercado, o comando do capitalismo. Por enquanto, ou quem sabe para sempre, sem ordenamento jurídico. Este é o conceito real de império que pela primeira vez em 2 mil anos está se realizando integralmente, segundo o cientista social e filósofo italiano Antonio Negri. Mas Michael Hardt, professor de literatura e filosofia da Universidade de Duke (EUA) e parceiro de Negri no livro Empire (Harvard University Press), afirma que é importante distinguir o império do imperialismo. "Por imperialismo nós entendemos as estruturas políticas e econômicas ao longo das quais os países europeus estenderam seu poder sobre outras nações e territórios do século 17 ao 20". De acordo com Hardt, os vários regimes europeus imperialistas foram necessariamente limitados uns pelos outros, "em contraste, o império atual é único e não possui competidores semelhantes a ele". Para Negri e Hardt, um aspecto dessa diferença é que o império não depende do Estado-nação como base do seu poder do mesmo modo que dependiam os imperialismos europeus. "No império, nenhum Estado-nação pode funcionar como centro de poder".

ECHELON 2

Antonio Negri e Michael Hardt descartam totalmente a idéia do imperialismo norte-americano. Até onde se sabe, a sanha capitalista dos EUA se espalhou pelo globo feito uma cultura maligna com seus valores essencialmente materiais. O pior, entretanto, é o controle que a poderosa nação do norte quer impor sobre todas as atividades da vida humana, individuais e coletivas. Aliás, quer não, já impõe soberanamente, com recursos que a tecnologia mais avançada pode conseguir, através da vigilância total e 24 horas por dia. O Echelon é um desses recursos. O gigantesco sistema eletrônico de espionagem - chamado de Echelon - cujo centro de informação é nos EUA, tem condições de interceptar diariamente mais de 3 bilhões de mensagens por telefone, e-mail ou fax. Os computadores empregados pelo sistema são capazes de decodificar e filtrar quantidades imensas de mensagens alfanuméricas, pode acionar os seus satélites, computadores interligados e câmaras para espionar, localizar e perseguir qualquer pessoa em qualquer parte do planeta. Inimigo do Estado (Tony Scott, 1998) e Sete Pecados (David Fincher, 1995) são filmes que retratam a força do Echelon, sem nenhum exagero. Se isso não for poder imperialista, meu engano é mortal. As evidências da existência e das atividades do Echelon são contundentes. O Parlamento Europeu recebeu denúncias produzidas por seu Comitê de Avaliação Científica e Tecnológica, segundo o qual os EUA usam o Echelon para praticar espionagem econômica e industrial na América Latina, na Rússia, na China e em diversos países europeus, inclusive Inglaterra e França.

SONHO VIGIADO

Nenhum povo é mais eufemista que os americanos. São eles com a sua "democracia capitalista" que resolvem sempre todos os problemas dos países pobres, os quais nunca estão sem os seus pepinos de sempre: miséria, desemprego, penúria social, dívidas impagáveis que se amontoam diuturnamente. Mas os heróis, os john waynes, são eles, os big brothers, os donos da idéia capitalista e da cultura consumista, são eles que vivem e corroboram o fim do mundo, disfarçados de mocinhos. E agora, eles querem vigiar o teu sonho.

HOLOCAUSTO GLOBAL

A filósofa francesa, Susan George, defende que o método de seleção aplicado nos campos de concentração nazistas está na base da estratégia neoliberal implementada em escala mundial. Segundo ela, o caráter genocida está implícito na estratégia global do neoliberalismo A filósofa constata o que todo mundo sabe e se revolta desde a adolescência, que o sistema atual é uma máquina universal de destruição do ambiente e de produção de perdedores. Só que ela se põe no lugar dos que lucram com a desgraça alheia, os capitalistas, para conceber um recurso literário extremamente instigante: imaginou que alguns incógnitos membros da elite global encomendaram a um grupo de trabalho formado por especialistas de todas as ciências humanas um estudo sigiloso destinado a "definir os dados estratégicos que permitirão manter, desenvolver e reforçar o domínio da economia capitalista liberal de mercado e os processos que o termo globalização resume de modo eficiente". O resultado é um misto de ficção com dados reais e devidamente ponderados, apresentados na linguagem fria e implacável da tecnocracia, com o nome de Relatório Lugano - Assegurar a Perenidade do Capitalismo no Século 21. No tal relatório imaginado por Susan George, as conclusões são as seguintes: 1- não existe a menor possibilidade de integrar a população mundial - o sistema exclui 90% dos 6 ou 8 bilhões de terráqueos; 2- antes da globalização os processos econômicos operavam por adição, mas hoje, precisamente porque se tornaram internacionalizados, operam por subtração: quanto mais se eliminam elementos humanos custosos (mão-de-obra), mais os lucros aumentam; 3- a cultura capitalista se caracteriza pela "destruição criadora"; 4- as condições mínimas para que o capitalismo global perdure não podem ser satisfeitas nas atuais condições demográficas - não se pode ao mesmo tempo apoiar o capitalismo e continuar tolerando a presença de bilhões de humanos supérfluos; 5- uma população total do planeta mais reduzida é o único meio de garantir a felicidade e o bem-estar da maioria das pessoas - se desejarmos preservar o sistema liberal, não há alternativa.

FLAGELOS

O Relatório Lugano propõe, como estratégia para a redução da população, uma atualização concertada dos flagelos configurados pelos quatro cavaleiros do Apocalipse: a conquista, a guerra, a fome e a peste. Nesta perspectiva, fica fácil entender os conflitos regionais, as crises, as epidemias e os desmanches que assolam as economias e sociedades do Terceiro Mundo. Já não é mais segredo que os poderosos donos do mundo dominam uma tecnologia - coisa que parece muito com os filmes "B" de ficção científica - chamada Escalar, capaz de provocar terremotos, enchentes, furacões, aumento ou redução de temperatura e alteração radical no clima, pestes e genocídios em qualquer ponto do planeta. Ou seja, enquanto Susan George foi imaginar quais as possíveis estratégias para a preservação do atual modelo neoliberal, os donos do mundo já estão preparando a etapa final do seu plano de domínio.

REDUNDÂNCIA

É claro que eles, os donos do mundo, devem ter os seus relatórios, impublicáveis, feitos pelos melhores especialistas que o dinheiro pode comprar, com estratégias até muito mais poderosas do que as imaginadas por nossa vã ignorância. Afinal, eles sustentam há muito tempo este sistema perverso em que tudo é descartável, até mesmo pessoas - e estão comprando o resto do mundo como num jogo inconseqüente, espalhando em cada ponto do planeta a sua cultura de "destruição criativa". Agora, durma com um pesadelo desses.

 
Desde 1995 © www.dhnet.org.br Copyleft - Telefones: 055 84 3211.5428 e 9977.8702 WhatsApp
Skype:direitoshumanos Email: enviardados@gmail.com Facebook: DHnetDh
Google
Notícias de Direitos Humanos
Loja DHnet
DHnet 18 anos - 1995-2013
Linha do Tempo
Sistemas Internacionais de Direitos Humanos
Sistema Nacional de Direitos Humanos
Sistemas Estaduais de Direitos Humanos
Sistemas Municipais de Direitos Humanos
História dos Direitos Humanos no Brasil - Projeto DHnet
MNDH
Militantes Brasileiros de Direitos Humanos
Projeto Brasil Nunca Mais
Direito a Memória e a Verdade
Banco de Dados  Base de Dados Direitos Humanos
Tecido Cultural Ponto de Cultura Rio Grande do Norte
1935 Multimídia Memória Histórica Potiguar