Direitos Humanos
 Desejos Humanos
 Educação EDH
 Cibercidadania
 Memória Histórica
 Arte e Cultura
 Central de Denúncias
 Banco de Dados
 MNDH Brasil
 ONGs Direitos Humanos
 ABC Militantes DH
 Rede Mercosul
 Rede Brasil DH
 Redes Estaduais
 Rede Estadual RN
 Mundo Comissões
 Brasil Nunca Mais
 Brasil Comissões
 Estados Comissões
 Comitês Verdade BR
 Comitê Verdade RN
 Rede Lusófona
 Rede Cabo Verde
 Rede Guiné-Bissau
 Rede Moçambique

Glossário de Ativismo e Desobediência Civil
Anarquia
Ativismo
Bala de borracha
Bed-inn
Boicote
Censura
Clandestino {clandestinidade}
Confisco
Desobediência
Dissidência
Exílio
Flagelação {auto-flagelo}
Flash-mob
Greve
Greve de fome
Hacker
Hino
Inimigo
Invasão
Jato D'água
Justiça
Kit
Liberdade
Marcha
Nudismo
Ocupação
Oposição
Patrulha {ideológica}
Pichação
Poster
QG {Quartel-General}
Reivindicação
Repressão
Sabotagem
Tática
Toque de recolher
Tortura
Unanimidade
Vaia
Voluntário
W.O {walk-over}
Xerox
Zigue-Zague

 

 

Anarquia
Palavra que deriva da raiz grega anarchia— an (não, sem) e archê (governador) — e que designa um termo amplo que abrange desde teorias políticas a movimentos sociais que advogam a abolição do Estado enquanto autoridade imposta e detentora do monopólio do uso da força. Exemplificando, Anarquismo é a teoria liberária baseada na ausência do Estado. De um modo geral, anarquistas são contra qualquer tipo de ordem hierárquica que não seja livremente aceita, defendendo tipos de organizações horizontais e libertárias. Para os anarquistas, Anarquia significa ausência de coerção, e não ausência de ordem. Uma das visões do senso comum sobre o tema é na verdade o que se considera "anomia", ou seja, ausência de leis. O anarquismo não se relaciona com a prática da anomia (ver adiante). Os anarquistas rejeitam esta denominação, e o anarquismo enquanto teoria política nada tem a ver com o caos ou a bagunça. As diferentes vertentes do anarquismo têm compreensões diferentes quanto aos meios para a abolição dos governos e quanto à forma de organização social que disso resultaria.

^ Subir

Ativismo
Doutrina ou prática que preconiza ação política vigorosa e direta.

^ Subir

Bala de Borracha
Projétil confecionado de borracha para disparo com arma de fogo. Muito utilizado por forças policiais para dispersar grupos. Causa ferimentos dolorosos e por vezes mortais.

^ Subir

Bed-inn
John Lennon e Yoko Ono, após o casamento em Gibraltar, em março de 1969, realizaram o primeiro "Bed-in for Peace" no hotel Hilton em Amsterdam, nos Países Baixos. "Bed-in" era uma conferência para imprensa em favor da paz, realizado em uma cama de hotel.

^ Subir

Boicote
Boicote ou boicotagem é o acto de abster-se de usar, comprar ou lidar com alguém ou alguma organização como forma de protesto ou coerção.A palavra boicote deriva do inglês boycott, que por sua vez deriva do nome do capitão irlandês Charles Boycott.O seu uso nasceu de um movimento na Irlanda em 1880.

^ Subir

Censura
Uso pelo estado ou grupo de poder, no sentido de controlar e impedir a liberdade de expressão. A censura criminaliza certas acções de comunicação, ou até a tentativa de exercer essa comunicação. No sentido moderno, a censura consiste em qualquer tentativa de suprimir informação, opiniões e até formas de expressão, como certas facetas da arte. O propósito da censura está na manutenção do status quo, evitando alterações de pensamento num determinado grupo e a consequente vontade de mudança. Desta forma, a censura é muito comum entre certos grupos, como certas religiões, multi-nacionais e governos, como forma de manter o poder. A censura procura também evitar que certos conflitos e discussões se estabeleçam.

A censura pode ser explicita, no caso de estar prevista na lei, proibindo a informação de ser publicada ou acessível, após ter sido analisada previamente por uma entidade censora que avalia se a informação pode ou não ser publicada (como sucedeu na ditadura portuguesa através da PIDE) , ou pode tomar a forma de intimidação governamental ou popular, onde as pessoas têm receio de expressar ou mostrar apoio a certas opiniões, com medo de represálias pessoais e profissionais e até ostracismo, como sucedeu nos Estados Unidos da América com o chamado período do McCartismo. Pode também a censura ser entendida como a supressão de certos pontos de vista e opiniões divergentes, através da propaganda, manipulação dos média ou contra-informação. Estes métodos tendem a influenciar e manipular a opinião pública de forma a evitar que outras ideias, que não as predominantes ou dominantes tenham receptividade.

Uma forma moderna de censura prende-se com o acesso aos meios de comunicação e também com as entidades reguladoras (que atribuem alvarás de rádio e televisão), ou com critérios editoriais discricionários (em que por exemplo um jornal não publica uma determinada notícia). Muitas vezes a censura se justifica em termos de proteção do público, mas na verdade esconde uma posição que submete os artistas ao poder do estado e infantiliza o público, considerado como incapaz de pensar por si próprio. Actualmente a censura pode ser contornada mais eficazmente, com o recurso à Internet, graças ao fácil acesso a dados sem fronteira geográficas e descentralizado e aos sistemas de partilha de ficheiros peer-to-peer, como a Freenet.

O uso cotidiano da censura promove um movimento de defesa bastante corrosivo que é a auto-censura, quando os produtores culturais e formadores de opinião evitam tratar de questões conflitivas e divergentes.

^ Subir

Clandestino {clandestinidade}
O termo clandestinidade designa a situação em que uma pessoa vive quando se encontra fora da legalidade. Geralmente, refere-se a alguém que reside num país que não é o seu, ou que terá saído do seu próprio país pelos mais diversos motívos. Pode também referir-se a alguém que comete crimes e que se encontra em fuga às autoridades. Em regimes ditatoriais, a clandestinidade é uma das poucas formas de se conseguir exercer oposição às políticas impostas pelo partido no poder, exigindo na maior parte das vezes uma situação bastante precária, não havendo direito a documentos de identificação oficiais, ignorando assim a existência do indivíduo perante o estado. Diz-se que, o que é clandestino, normalmente se faz às escondidas, evitando cair no conhecimento público.

Confisco
Forma de aquisição coactiva da propriedade de entidades privadas, pelo Estado, sem que haja lugar ao pagamento de qualquer compensação. Os confiscos podem ter lugar designadamente em contextos políticos ou no âmbito de processos penais. O confisco foi largamente usado no Antigo Regime até à sua abolição generalizada por altura das revoluções liberais. A partir do final da década de oitenta assiste-se a um renascimento do interesse no confisco como estratégia patrimonial de combate à criminalidade, de acordo com o princípio segundo o qual o crime não deve compensar.

^ Subir

Desobediência
Método de oposição e resistência pacífica e democrática a um poder político (seja o Estado ou não), geralmente visto como opressor pelos desobedientes. O autor americano Henry David Thoreau foi o pioneiro a estabelecer a teoria relativa dessa prática em seu ensaio de 1849, originalmente intitulado "Resistência ao Governo Civil", que mais tarde reintitulou "Desobediência Civil". A idéia predominante abrangida pelo ensaio era de auto-aprovação e de como alguém pode estar em boas condições morais enquanto "escraviza ou faz sofrer um outro homem"; então não precisamos lutar fisicamente contra o governo, mas sim não apoiá-lo nem deixar que ele o apóie estando você contra ele. Este ensaio exerceu uma grande influência sobre muitos praticantes da desobediência civil. No ensaio, Thoreau explicitou suas razões porque se recusara a pagar seus impostos, como um ato de protesto contra a escravidão e contra a Guerra Mexicana. Vale ressaltar, no entanto, que antes de Thoreau, existiram outros que, através de teorias próprias mas acessórias a outras teses principais, também esposaram atos que demonstram atos de Desobediência Civil, como faz Antígona, na peça Grega de Sófocles. Também outros teóricos, em especial do Iluminismo trataram de possibilidades de desobediência quando apresentavam suas obras de cunho político e jurídico acerca da formação do Estado e da submissão do povo a este, como Hobbes, Rousseau, Locke e Kant. Contudo, vale o crédito dado a Thoreau, por ter sido o primeiro a tratar especificamente da Desobediência à ordem instituída, e quando tal seria aplicável, sem utilizar tal teoria para ilustrar outras teses.

A Desobediência Civil serviu como uma tática principal aos movimentos nacionalistas em antigas colonias da África e Ásia, antes de adquirirem a liberdade. O mais notável, Mohandas Gandhi, usou a desobediência civil como uma ferramenta anti colonialista. Martin Luther King, líder do movimento dos direitos civis dos Estados Unidos nos anos da década de 1960, também adotou as técnicas da desobediência civil e ativistas anti-guerra, tanto durante quanto depois da Guerra do Vietnã, também agiram igualmente. Paradas de demonstração de opinião e protestos, como as campanhas anti-guerra que ocorreram contra a invasão ao Iraque não são necessariamente desobediência civil, pois muitos cidadãos que dessas campanhas participam continuam apoiando o governo de outras formas.

A desobediência civil serviu também como uma tática da oposição polonesa contra os comunistas. (Veja: Solidariedade). Muitos dos que praticam a desobediência civil o fazem desprovidos de crença religiosa e o clero frequentemente participa ou lidera ações de desobediência civil. Por exemplo: os irmãos Berrigan nos Estados unidos, são padres que já foram diversas vezes presos em atos de desobediência civil em manifestações contra a guerra.

Buscando uma forma ativa de resistência, aqueles que praticam a desobediência civil escolhem deliberadamente por quebrar certas leis, seja formando piquetes pacíficos ou ocupando ilegalmente algum prédio. Fazem isso na expectativa de que serão presos, ou até mesmo atacados pela autoridade. Existem métodos já estudados de como reagir a ataques e tentativas de prisão, de maneira que possam fazê-lo sem resistência, passivamente, sem problemas para as autoridades.

^ Subir

Dissidência
Em Política, uma dissidência é o ato de discordar de uma política oficial, de um poder instituído (ou constituído) ou de uma decisão coletiva. Os indivíduos e grupos que optam pela dissidência são denominados dissidentes. O termo é aplicado particularmente às dissidências ocorridas em regimes autoritários e totalitários, como o da União Soviética sob os governos de Stalin e Brejnev.

Embora análogo, o termo "Dissidência" não é sinônimo para oposição, que denota um grupo maior e estável que discorda do poder estabelecido mas não o enfrenta com métodos ilegais nem se exclui. Em geral, dissidência é o nome dado a minorias que discordam do regime e, muitas vezes, optam por se excluir do enfrentamento, abandonando o país e denunciando-o no exílio. O termo oposição também é preferido para regimes democráticos, enquanto dissidência é mais usado no caso de ditaduras.

^ Subir

Exílio
O exílio é o estado de estar longe da própria casa (seja cidade ou nação) e pode ser definido como a expatriação, voluntária ou forçada de um indivíduo. Também pode-se utilizar as palavras, banimento, desterro ou degredo. Alguns autores utilizam o termo exilado no sentido de refugiado.

Além de pessoas em exílio há governos em exílio, como o do Tibete ou nações em exílio, como foi o caso da Armênia de 1078 a 1375, que depois da invasão de seu território por tribos seljúcidas, exilou-se na Cilícia, formando um novo reino.

^ Subir

Flagelação {auto-flagelo}
Causar flagelo a si mesmo. Castigar fisicamente a si mesmo como forma de protesto. A palavra flagelação refere-se à prática de actos punitivos, mortificantes ou de sacrifício, por diversos motivos (jurídicos ou religiosos), podendo ter origem em escolha voluntária ou não. O termo aplica-se, por exemplo a religiosos que incutem a si mesmos sofrimentos e chagas, de modo a imitar a paixão de Cristo.

 

Flash-Mob, Multidão Instantânea
(Traduzido do inglês para "multidão instantânea") É um evento onde um grupo de pessoas vai de repente a um lugar público, desenhando movimentos pré-coreografados e sem sentido aparente, apenas por entretenimento ou muitas vezes com finalidades políticas e de reivindicação. O fenômeno começou em junho de 2003 quando as pessoas se tornaram cientes, através da Internet, de um evento chamado de "o projeto mob", em Nova Iorque. Depois que se encontrarem em Manhattan, instruções adicionais foram emitidas e um grupo de aproximadamente 100 pessoas convergiu no departamento de tapetes da loja Macy, reunindo-se em volta de um tapete específico.

^ Subir

Greve
Greve é a cessação coletiva e voluntária do trabalho, decidida por sindicatos de trabalhadores assalariados de modo a obter benefícios, como aumento de salário, melhoria de condições de trabalho ou direitos trabalhistas, ou para evitar a perda de benefícios. Por extensão, pode referir-se à cessação coletiva e voluntária de quaisquer atividades, remuneradas ou não, para protestar contra algo. Existem vários tipos de greves: Greve branca: Mera paralisação de atividades, desacompanhada de represálias;
Greve de braços cruzados: Paralisação de atividades, com o grevista presente no lugar de trabalho, postado em frente à sua máquina, ou atividade profissional, sem efetivamente trabalhar;
Greve de fome: O grevista recusa-se a alimentar-se para chamar a atenção das autoridades, ou da sociedade civil, para suas reivindicações; Greve geral: Paralização de uma ou mais classes de trabalhadores, de âmbito nacional. Geralmente é convocado um dia em especial de manifestação, procurando chamar atenção pela grande paralização conjunta. Greve selvagem: Iniciada e/ou levada adiante espontaneamente pelos trabalhadores, sem a participação ou à revelia do sindicato que representa a classe; Operação-padrão: Consiste em seguir rigorosamente todas as normas da atividade, o que acaba por retardar, diminuir ou restringir o seu andamento. É uma forma de protesto que não pode ser contestada judicialmente, sendo muito utilizada por categorias sujeitas a leis que restringem o direito de greve, como as prestadoras de serviços considerados essenciais à sociedade, por exemplo. É muito utilizada por ferroviários, metroviários, controladores de vôo e policiais de alfândega, entre outros.

^ Subir

Greve de fome
Greve de fome é a cessação voluntária da alimentação por parte de um indivíduo, normalmente como forma de protesto político.

^ Subir

Hacker
Originalmente, e para certos segmentos de programadores, são hackers (singular: hacker) indivíduos que elaboram e modificam software e hardware de computadores, seja desenvolvendo funcionalidades novas, seja adaptando as antigas. Originário do inglês, o termo é comumente utilizado no português sem modificação. Na língua comum o termo designa programadores maliciosos e ciberpiratas que agem com o intuito de violar ilegal ou imoralmente sistemas cibernéticos. Fora do contexto especializado, o termo encontra-se geralmente associado à prática de atividades maliciosas e criminosas, como invasão de computadores, furto de informações, depredação de sites, entre outros. Esta associação é frequentemente criticada por várias comunidades (notavelmente pelos grupos desenvolvedores de software livre), que utilizam o termo original designando-o às pessoas que tem entendimento avançado de informática e redes, que aplicam seus conhecimentos na modificação e desenvolvimento criativo, disseminam a prática do conhecimento livre e se auto-organizam conectados em rede para o desenvolvimento, criação de eventos, estruturas e disseminação da cultura livre. Não estando estes ligados a atividades ilícitas, impõe-se uma distinção.

^ Subir

Hino
Canção, geralmente para coro, de cariz comunitário (religioso, patriótico, desportivo, etc)

^ Subir

Inimigo
Pessoa, criatura ou entidade contra a qual se luta. Também pode significar pessoa contra a qual se disputa uma coisa.

^ Subir

Invasão
Ação militar que consiste na entrada de tropas em uma terra estrangeira (uma nação ou território, ou parte deçe), frequentemente resultando em invasão forçada ocupando a área, podendo ser breve ou por um longo período. Eufemisticamente, uma invasão é por vezes classificada como intervenção.

^ Subir

Jato d'água
Disparo de jato de água utilizado pela polícia para dispersão de agrupamentos.

^ Subir

Justiça
O termo justiça (do latim iustitia, por via semi-erudita), de maneira simples, diz respeito à igualdade de todos os cidadãos. É o principio básico de um acordo que objetiva manter a ordem social através da preservação dos direitos em sua forma legal (constitucionalidade das leis) ou na sua aplicação a casos específicos (litígio). Sua ordem máxima, representada em Roma por uma estátua, com olhos vendados, visa seus valores máximos onde "todos são iguais perante a lei" e "todos têm iguais garantias legais", ou ainda, "todos têm iguais direitos". A justiça deve buscar a igualdade entre os cidadãos.

O Poder Judiciário no Estado moderno tem a tarefa da aplicação das leis promulgadas pelo Poder Legislativo. É boa doutrina democrática manter independentes as decisões legislativas das decisões judiciais, e vice-versa, como uma das formas de evitar o despotismo.

Segundo Aristóteles, o termo justiça denota, ao mesmo tempo,legalidade e igualdade. Assim, justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido universal) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido estrito). A justiça implica, também, em alteridade. Uma vez que justiça equivale a igualdade, e que igualdade é um conceito relacional (ou seja, diferentemente da liberdade, a igualdade sempre refere-se a um outro, como podemos constatar da falta de sentido na frase "João é igual" se comparada à frase "João é livre"), é impossível, segundo Aristóteles e Santo Tomás de Aquino praticar uma injustiça contra si mesmo. Apenas em sentido metafórico poderíamos falar em injustiça contra si, mas, nesse caso, o termo injustiça pode mais adequadamente ser substituído por um outro vício do caráter.

Kit
Conjunto organizado de apetrechos, instrumentos e textos para ação.

^ Subir

Liberdade
Em filosofia, há várias concepções de liberdade, umas bastante distintas das outras. As teorias da liberdade dizem respeito à metafísica e à ética, à filosofia política. A liberdade é uma noção que designa, de uma maneira negativa, a ausência de submissão, de servidão e de determinação, isto é, ela qualifica a independência do ser humano. De maneira positiva, ela designa a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional. Isto é, ela qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários.

^ Subir

Marcha
Marcha militar, forma de caminhar de soldados. Pode se tratar da forma como a pessoa se locomove, ou utilizada para denotar um exercício físico, uma caminhada. Mais informações em "andar".
Marcha (música), é um tipo de música.

^ Subir

Nudismo
O nudismo é uma prática integrada no conceito mais vasto de naturismo que consiste na não utilização de vestuário para actividades recreativas em ambiente social. A nudez total é vista como uma forma de contacto com a natureza e sem conotações sexuais ou morais de modéstia. É também uma forma eficaz de chamar a atenção da mídia.

^ Subir

Ocupação
Ato ou efeito de ocupar lugar público ou privado para fins de posse ou protesto.

^ Subir

Oposição
Ato ou efeito de opor ou opor-se. Em política refere-se ao partido ou grupo de partidos que intitulam-se contrários ao governo. Em regimes de governo bipartidários a posição de cada partido político fica sempre estabelecida entre o partido de situação (partido do governo) e partido de oposição. Em regimes multipartidários a cada eleição os partidos dividem-se em partidos de situação, oposição e independentes. Há várias formas de se fazer oposição, seja institucional (dentro das instituições democráticas, como os partidos e o parlamento) ou não-institucional, até formas mais radicais como a subversão e o terrorismo.

^ Subir

Patrulha {ideológica}
Ou patrulhamento ideológico é uma organização de jovens, unidos por laços ideológicos e religiosos, essas pessoas simples crianças que desde cedo são submetidas a educação do estado paralelo por um grupo de professores, psicólogos, antropólogos e sociólogos que se ocupam em inserir em suas mentes algum ideal politico. Geralmente, os jovens são colegiados cujas mentes percebe-se que estão comprometidas e polarizadas para defender idéias inéditas, esses jovens que possuem o perfil de uma categoria de escoteiros mirins, são especialmente aptos para vigiar, patrulhar, observar desde seus semelhantes aos grupos de pessoas consideradas opositoras aos ideais previamente estipulados. Pode ser um de seus ideários que passa a criticá-lo de forma constante e por vezes contundente.

^ Subir

Pichação
Ato de desenhar, rabiscar, ou apenas sujar um patrimônio de qualquer ordem (público,privado...) com uma lata de spray (utilizado devido à grande dificuldade de remoção) ou rolo de tinta. Diferentemente do Grafite, cuja preocupação é de ordem estética, o piche tem como objetivo a demarcação de territórios entre grupos rivais. No geral, consiste em fazer algo que confronte a sociedade, às vezes com frases de protesto, outras com assinaturas pessoais. O piche é considerado vandalismo e incluso como crime ambiental das leis brasileiras nos termos do art. 65, da Lei 9.605/98, com pena de detenção de 3 meses a um ano e multa. A história da pichação começa com as gangues de Nova York na decada de 70 e 80. Podia ser apenas uma brincadeira visando fazer um nome ou uma ameaça a gangues rivais, como que uma demarcação de territórios da cidade. Logo jovens rebeldes de todo o mundo passaram à seguir esta filosofia .

^ Subir

Poster
Ou cartaz. Anúncio de grandes dimensões em formatos variáveis, impresso em papel de um lado só e geralmente a cores, próprio para ser afixado em ambientes amplos ou ao ar livre, em paredes ou armações próprias de madeira ou de metal. Embora haja registros sobre o uso de cartazes desde a antiga Mesopotâmia, esse recurso de comunicação consagrou-se principalmente a partir do século 19, com o desenvolvimento das artes gráficas: exemplos expressivos deste período são os cartazes criados por Toulouse-Lautrec, Bonnard e Chéret, reconhecidos hoje como legítimas peças de arte. Hoje são utilizados especialmente em grandes centros urbanos como veículo de propaganda. O cartaz é mais específico para designar o meio de comunicação criado a partir das folhas colocadas em espaços públicos, visando Propaganda (como um cartaz de um político), Publicidade (como um cartaz de uma festa) ou simplismente a comunicação. Resumidamente, o pôster tem valor estético e o cartaz valor funcional, pela informação que quer transmitir. Um cartaz que é pego da rua e colado no quarto de um adolescente, deixa se ser cartaz e pode ser considerado pôster, pois sua função principal, naquele quarto, não é mais informar sobre determinado assunto, mas decorar o ambiente.

^ Subir

QG {Quartel-General}
Edifício ou complexo que centraliza atividades de planejamento e execução de ações.

^ Subir

Reivindicação
Ato ou efeito de reivindicar, reclamar, intentar demanda para reaver (propriedade que está na posse de outrem); tentar recuperar, reaver.

^ Subir

Repressão
Repressão é o ato de reprimir, conter, deter, impedir e punir um indivíduo, um objeto, uma idéia ou um desejo. Em Política, a repressão é um tipo de ação pública, geralmente (mas nem sempre) tomado por parte do Estado para conter e calar manifestações de oposição, subversão e dissidência ao regime estabelecido. A repressão política é típica de regimes de força como o autoritarismo, o absolutismo, as ditaduras militares e o totalitarismo. Em Segurança pública, a repressão é uma estratégia central para contenção e prevenção de crimes, principalmente no caso do crime organizado. Em geral, ações bem-sucedidas de repressão costumam ser acompanhadas por eficiente trabalho de inteligência. Métodos de repressão política incluem freqüentemente práticas violentas como a tortura, o espancamento e execuções da pena de morte. Outros métodos mais brandos são a censura, a prisão e o toque de recolher, além de tiros com balas de borracha e bombas de efeito moral, como as de gás lacrimogêneo. A repressão política é utilizada em regimes democráticos dentro de determinados limites impostos pelo estado de Direito, como uma Constituição. Estes limites podem estabelecer, por exemplo, que ações de repressão por parte do Estado só sejam aceitáveis em caso de risco à ordem pública, caos social, ameaças à segurança nacional ou à integridade territorial, ou ainda exceções como lei marcial. Segundo a ciência política e a sociologia, nestes casos, o uso da força é legitimado pelo fato de o Estado deter o monopólio da violência (ou seja, só ele pode cometer atos violentos; todos os demais são ilegais ou ilegítimos).

^ Subir

Sabotagem
Ato de impedir o pleno funcionamento de quaisquer mecanismos, institucionais ou não, que são contrários aos interesses dos sabotadores. A sabotagem foi utilizada por todos os exércitos da antiguidade, principalmente na guerra, e é utilizada atualmente por alguns governos com o fim de que suas populações não se organizem.

^ Subir

Tática
Do grego taktiké ou téchne = arte de manobrar [tropas]) é qualquer elemento componente de uma estratégia, com a finalidade de se atingir a meta desejada num empreendimento qualquer. Enquanto estratégia busca visão "macro", de conjunto ou, por assim dizer, sistêmica, relativamente ao empreendimento, tática ocupa-se de visão "micro", no sentido de elementar ou particular em relação ao todo. Tática também pode ser entendida, no sentido bélico, como parte da arte da guerra que trata da disposição e da manobra das forças durante o combate ou na iminência dele. Numa comparação mais simples, a tática seria 'como' se deve realizar determinada função (em oposição à estratégia, mais próxima de 'o que' se deve realizar). Intimamente relacionadas, tática e estratégia se complementam, sendo que aquela seria o plano a curto prazo e esta o plano a longo prazo.

^ Subir

Toque de recolher
Proibição, decretada por um governo ou autoridade, de que pessoas permaneçam nas ruas após uma determinada hora, seja individualmente ou em grupo (exceto forças de segurança, polícia ou exército, em função de patrulha). Quem desobedecer pode ser detido ou preso. O toque é uma medida de segurança pública e garantia da ordem civil que também pode ser usada como método de repressão política.

O nome deriva essencialmente da prática européia de, durante guerras, após determinada hora (geralmente o início da noite), soar uma sirene para que a população deixasse as ruas em caso de bombardeio. Atualmente, o toque pode ou não ser literal, às vezes bastando que carros de patrulha percorram as ruas ordenando que os cidadãos voltem para suas casas e alertando os possíveis infratores. O termo equivalente em inglês, curfew, é usado por certos albergues (os que não abrem 24 horas por dia) para indicar o horário-limite até a qual o estabelecimento fica aberto para receber hóspedes. Após esse horário, os hóspedes podem ser obrigados a dormir na rua até a reabertura na manhã seguinte. O toque de recolher também é usado, em algumas cidades, para proibir menores de idade de freqüentar casas noturnas e estabelecimentos que vendam tabaco e bebidas alcoólicas.

Tortura
Imposição de dor física ou psicológica por crueldade, intimidação, punição, para obtenção de uma confissão, informação ou simplesmente por prazer da pessoa que tortura. A tortura é proibida pela convenção das Nações Unidas[1], adotada pela Assembléia Geral em 10 de dezembro de 1984, vigorando desde 26 de junho de 1987, e pela terceira Convenção de Genebra. Ela constitui uma grave violação dos Direitos Humanos. Não obstante, a tortura ainda é praticada no mundo, frequentemente coberta por uma definição imprecisa da lei ou legislações locais vagas. A tortura é utilizada freqüentemente em contexto militar ou terrorista, onde é considerada como necessária, logo legítima. Muitas vezes é utilizada como uma espécie de treinamento para preparar fisicamente e psicologicamente seus próprios soldados ou combatentes caso caiam em mãos inimigas.

^ Subir

Unanimidade
Qualidade de unânime; concordância geral; integral conformidade de votos ou de opiniões.

^ Subir

Vaia
Dirigir urros, zombarias, chacotas a algo ou algúem.

^ Subir

Voluntário
Aquilo que deriva da própria vontade; espontâneo; instintivo; em que não há coacção; ou aquele que se oferece para alguma ação; aquele que se alista espontaneamente no exército.

^ Subir

W.O {walk-over}
W.O. = abreviatura de walk over. Esse termo é usado quando a vitória é dada a um dos competidores graças à desistência do outro. Desonra para quem perde — porque fugiu da disputa — e também para quem ganha — pois não houve empenho na conquista.

^ Subir

Xerox
Foi no final dos anos 1940 que uma pequena fábrica de produtos fotográficos de Rochester chamada Haloid decide aproveitar a invenção feita 10 anos antes por Chester Carlson, a xerografia. O projeto da primeira fotocopiadora, o XeroX Model A, e o sucesso dos modelos seguintes levaram a companhia a trocar seu nome em 1958 para Haloid Xerox, e em 1961, tornando-se simplesmente Xerox. O último X de Xerox foi acrescentado para dar ao nome um aspecto similar ao de outra famosa empresa de Rochester, a Kodak. O desenvolvimento de Xerox origina-se assim do uso da patente de reprodução xerográfica (ou xerocópia), permitindo a fotocópia de documentos em papel ordinário. Essa patente dava à empresa o direito exclusivo do procedimento durante vinte anos, mas ela se organizou de maneira a sobrevier além desse período.

^ Subir

Zigue-zague
Caminho ou corrida com alternâncias de direções. Utilizado para enganar, driblar ou dissuadir perseguidor.

^ Subir

Desde 1995 © www.dhnet.org.br Copyleft - Telefones: 055 84 3211.5428 e 9977.8702 WhatsApp
Skype:direitoshumanos Email: enviardados@gmail.com Facebook: DHnetDh
Google
Notícias de Direitos Humanos
Loja DHnet
DHnet 18 anos - 1995-2013
Linha do Tempo
Sistemas Internacionais de Direitos Humanos
Sistema Nacional de Direitos Humanos
Sistemas Estaduais de Direitos Humanos
Sistemas Municipais de Direitos Humanos
História dos Direitos Humanos no Brasil - Projeto DHnet
MNDH
Militantes Brasileiros de Direitos Humanos
Projeto Brasil Nunca Mais
Direito a Memória e a Verdade
Banco de Dados  Base de Dados Direitos Humanos
Tecido Cultural Ponto de Cultura Rio Grande do Norte
1935 Multimídia Memória Histórica Potiguar