
Paixão pelo novo
Vladimir Cunha
Lá pelos idos de 1951, quem tivesse em casa
uma eletrola Phillips estava com tudo. Do tamanho de uma penteadeira -
outro hit da época - era tão primitiva que o seu sistema
de dispersão direcionava o calor para o toca-discos, aumentando
a temperatura e amolecendo os velhos LPs enquanto tocavam. Ainda assim
a tal eletrola era “o fino da bossa” e custava uma fortuna. Um verdadeiro
objeto do desejo para os apreciadores da boa música.
É lógico que hoje parece um absurdo pagar
tão caro por um troço que nem funcionava direito. Mas, antes
de fazer qualquer julgamento, vale lembrar que no mundo da tecnologia as
coisas sempre foram assim. O que é sofisticado hoje, pode virar
algo ultrapassado amanhã. E, às vezes, aquilo que é
anunciado com o maior estardalhaço como sendo a tecnologia do futuro,
de repente acaba durando menos tempo do que os namoros da Vera Fischer
ou o casamento do Chiquinho Scarpa.
Por isso, vida de apaixonado por tecnologia não
costuma ser fácil. Que o diga o otorrinolaringologista Alfredo Paes
Barreto, que, na década de 50, era um feliz proprietário
de uma dessas eletrolas Phillips de “última geração”.
Desde criança, Alfredo sempre gostou de fuçar e descobrir
novos equipamentos. Aos dez anos construiu seu primeiro rádio utilizando
um receptor de cristal polarizado. E, desde os anos 60, tem como hobby
comprar todo o que é equipamento relacionado a tecnologia e informática.
Entretanto Alfredo muitas vezes teve que pagar o preço
do pioneirismo. Durante a década de 70 teve o seu primeiro contato
com a informática através do saudoso computador TK-85. Equipamento
caro que, se analisado hoje em dia, é um verdadeiro pavor. Sem monitor
ou disco rígido, ele funcionava ligado à televisão
e armazenava os softwares e arquivos em fitas cassete. Dependendo do tamanho
do programa, ele podia ocupar um lado inteiro da fita, o que fazia com
que o usuário tivesse que esperar até meia hora para carregar
um aplicativo simples como um editor de texto, por exemplo. Pouco tempo
depois foi a vez de Alfredo comprar o seu primeiro CD-Player. Numa época
em que os disquinhos sequer eram fabricados no Brasil, dá para se
ter uma idéia do quanto devia ser difícil ouvir música
com qualidade digital.
Como não poderia deixar de ser, Alfredo Paes Barreto
acabou sendo uma das primeiras pessoas em Belém a ter um aparelho
de DVD. Isso em 1997, ano em que até mesmo nos Estados Unidos o
aparelho era novidade. “Quando comprei o meu DVD-Player só existiam
nos Estados Unidos dez títulos, em sua maioria japoneses. Agora
já está sendo anunciado o DVD de áudio e o super CD.
Pode ter certeza que, venha o que vier, eu vou adquirir imediatamente pois
já estou há dois anos sem novidades. Isso me deixa muito
ansioso”, revela.
Ao que parece, a paixão por tecnologia deve ser
fruto de algum gene ainda não descoberto pela ciência. Sobrinho
de Alfredo, o médico anestesiologista Armando Acatauassú
também não consegue ficar imune às novidades da indústria.
Dono de um moderno aparelho de DVD e de um Pentium II de 400 MHz, ele passa
boa parte do seu tempo atrás de novas tecnologias. “Já tive
telejogo, Atari 2600, aquelas televisões portáteis da Casio,
já montei uma base de radioamador no topo do prédio em que
moro e comprei um DVD-Player na época em que para ver os filmes
a gente tinha que importar os discos dos Estados Unidos. E o meu primeiro
computador foi o TK-85. Era comum ficar horas e horas digitando os comando
dos programas porque na época não existiam disquetes com
os softwares”, conta ele.
O problema é que tanto pioneirismo assim tem lá
suas desvantagens. É o próprio Armando quem conta que algumas
tecnologias são tão novas que muitas vezes chegam ao mercado
sem ter grande utilidade. “No começo dos anos 80 eu comprei um vídeo-cassete
Sony Betamax. Não existiam locadoras em Belém e a única
coisa que eu podia fazer com ele era gravar os programas que passavam na
televisão. O pior é que a Sony tirou o formato Betamax do
mercado e eu fiquei sem ter o que fazer com o meu aparelho. Foi dinheiro
jogado fora”, lamenta-se.
Com uma vasta experiência no assunto, e sócio
de uma das maiores locadoras de Belém, o empresário Marcos
Eluam explica que Armando não foi o único a perder dinheiro.
Segunddo ele, o problema foi que “o Betamax simplesmente não pegou
e foi perdendo cada vez mais terreno para o VHS embora fosse de qualidade
superior. Aqui na locadora o nosso acervo de filmes em Betamax nunca passou
de 10 por cento do total de fitas. E olha que, naquela época, um
videocassete era dez vezes mais caro do que é hoje. Realmente foi
um prejuízo e tanto para quem comprou”.
O pior de tudo é que a história se repetiria
novamente. Só que desta vez, o título de “novidade que prometia
ser o máximo mas não deu certo de jeito nenhum” acabou indo
para o CDV, aquele discão prateado que, diziam, iria “chutar” o
VHS para escanteio. Quase dez anos após o seu lançamento
o Videolaser sumiu e o VHS continua impávido e colosso nas locadoras
de todo o Brasil. E para quem entrou na onda restou transformar o aparelho
de Laserdisc em CD-Player de luxo ou vendê-lo a preço de banana
para o primeiro que aparecesse.
De acordo com Marcos Eluam, o CDV não decolou porque
não foi lançado nenhum título para o formato no Brasil.
Por conta disso, os felizes proprietários de um CDV-Player tinham
que se contentar com filmes sem legendas ou alguns musicais esporádicos.
Com isso a popularidade do formato foi caindo até ser esquecida
de vez com a chegada do todo-poderoso DVD. No final das contas, o Laserdisc
virou sinônimo de prejuízo. “Nós acabamos fazendo uma
liquidação com os CDVs que tínhamos aqui. Vendemos
discos que custaram cerca de 60 reais por um terço do preço
antes que eles desvalorizassem de vez. Quando paramos de locar CDVs, ninguém
mais queria saber deles. Esse é o problema da tecnologia, tudo muda
muito rápido”.
E muda mesmo, ainda mais para quem mexe com informática.
Em 1987, o empresário José Flávio Júnior achou
de comprar um CP-400. Caro e nada prático, ele servia apenas para
digitar textos e rodar alguns games meio sem-vergonhas numa tela preta
com letras verdes.
Para José Flávio, acompanhar as novidades
da tecnologia é problema. Até porque, na sua avaliação,
a indútria de informática não é uma instituição
muito confiável. “Depois do CP-400 veio um Pentium 100 que me custou
quase três mil reais. Hoje em dia ele já está ultrapassado.
Acho que a indústria faz isso para nos forçar a gastar dinheiro.
É como o cara que tem um 486. Hoje em dia ele não pode fazer
nada pois qualquer aplicativo, por menor que seja, é super-pesado
e só roda em Windows 95 ou 98. As empresas fazem você acreditar
que o produto delas é o que existe de melhor para depois torná-lo
obsoleto. Te empurram uma coisa que acaba virando lixo em pouco tempo.
Daqui a pouco vou ter que mudar o meu micro ou a placa-mãe porque
a maioria dos chips fabricado hoje são para slot PCI. No Pentium
100 só tem um slot desse tipo e no 486, nenhum. Estou cheio de placa
lá em casa. Elas vão ficando obsoletas e eu vou guardando
numa gaveta, embora não sirvam para nada”, reclama.
Pelo menos os usuários de PC ainda têm a
opção de fazer um up-grade ou comprar uma placa mãe
nova. Já no caso dos usuários de MSX, a situação
é bem pior.
Novidade hoje, empecilho amanhã
Sem maiores explicações o micro foi tirado
de circulação na primeira metade dos anos 90 deixando os
usuários a ver navios depois de ter comprado, por uma fortuna, um
aparelho que se apresentava como a mais nova maravilha da tecnologia.
Assim como José Flávio, o acessor de marketing
do MSX Brazillian Team, clube de usuários do MSX, e técnico
em reparo de computadores Mauro Sokrates, acredita que existe uma certa
desonestidade da indústria, que não se preocupa com os usuários
e nem com os produtos que torna obsoletos com cada vez mais rapidez. Inconformado,
ele acredita que a retirada do MSX do mercado “foi um ato de traição.
Ele simplesmente deixou de ser fabricado depois que caiu a reserva de mercado
e os computadores americanos chegaram às nossas lojas. Foram quatro
milhões de consumidores que ficaram a ver navios e que tinham em
casa um bom computador. O que mais me chateou é que a mesma indústria
que nos fez comprar o MSX não nos consultou na hora de tirá-lo
de cena. Ele só continou na ativa por causa das associações
de usuários, que existem no mundo todo. Tanto que a Arc anunciou
que está lançando em breve uma versão de 100 MHz do
MSX”.
Mesmo com toda essa guerra de interesses entre a indústria
e os usuários ainda tem quem curta a velocidade alucinante com que
as tecnologias vêm e vão. Apesar de ter visto a morte do Betamax
e do CDV, Marcos Eluam não censura quem paga caro pelas novidades.
“É uma questão de satisfação pessoal, de ter
o equipamento antes de todo mundo. Quem compra primeiro sempre paga mais
caro. Eu mesmo já migrei para o DVD e não recomendo ele para
todo mundo. Os títulos são caros e os lançamentos
são poucos. Acho que ele só se populariza mesmo daqui a uns
cinco anos”, avalia.
Já Armando é mais direto e entrega o jogo.
Para ele o que vale mesmo é o prazer da descoberta: “é um
vício, um grande prazer comprar coisas novas e ter o prazer de experimentá-las”.
Fazendo côro com o sobrinho, Alfredo Paes Barreto vai mais além.
“Não é uma jogada de mercado é a realidade. Comprar
ou não comprar é uma questão de possibilidade econômica
e realização pessoal. Esperar que o mercado se decida é
utopia. Sempre vai ter uma tecnologia nova ou um equipamento de ponta.
Quem esperar pelo produto ideal estará fadado a não apreciar
nenhum”, filosofa ele que, com certeza, sequer imaginava que aquela sofisticada
eletrola Phillips um dia seria considerada coisa de museu.
Encontra-se de tudo na Net
Embora pouca gente saiba, existe uma saída para
quem não sabe mais o que fazer com o seu Atari velho ou com aquele
MSX que fica se enchendo de poeira, em cima do guarda-roupa junto com o
Forte-Apache e o Autorama do Emerson Fittipaldi. São as associações
de usuários. Encontradas aos montes na Internet, elas se encarregam
de alimentar a memória afetiva de milhares de nostálgicos
ao redor do mundo. E o que é melhor: oferecendo produtos para troca
e venda, publicando informativos periódicos e criando grupos de
discussões sobre os tempos que não voltam mais.
Considerado como um dos computadores mais sofisticados
de sua geração - era usado, inclusive, por quem trabalhava
com computação gráfica - o Amiga ainda mexe com o
imaginário dos seus fãs. Tanto que existe na Rede o site
Amiga.org (www.amiga.org). Com um fórum
de discussões e um informativo semanal, ele tem ainda uma seção
onde o visitante pode adquirir soft e hardware a precinhos camaradas.
Mesmo não tendo tantos recursos, o Apple II e o
Commodore ganham disparado do Amiga em termos de charme e importância.
Afinal, eles fazem parte da história da informática. Por
isso, quem se interessa pelo assunto e quer saber como eram as coisas na
época em que Bill Gates não passava de um programador de
computadores, pode dar uma passadinha no Apple II User’s Group (www.
Chebucto.ns.ca/Technology/AppleUsersGroup/NSAUG.html)
e no Commodore User’s Group (www.csc.tcd.ie/~singers/cugi),
ambos com farto material bibliográfico, softwares e computadores
para vender. Tudo bem que eles são da Idade da Pedra, mas, sabe
lá, de repente você está pensando em entrar par o ramo
de antiguidades.
O Brasil não fica de fora. Os usuários tupininquins
de MSX, aquele computador que o Colt Silvers amava odiar, marcam presença
na Internet com o MSX Brazillian Team (www.geocities.com/SiliconValley/Horizon8830).
Nela, os caras mostram que não estão para brincadeira e constantemente
é possível deparar-se com novidades, hardwares atuais para
o micro e notícias sobre o mundo dos colecionadores de MSX do Brasil
e do mundo.
Mas nem só de coisa séria vivem as associações
de usuários na Rede. Quem foi criança nos bons e velhos anos
80 vai ficar com os olhos mareados ao visitar a EN Odissey 2000 (www.geocities.com/Hollywood/Hills/3226/ody2000.html),
uma página que traz absolutamente tudo sobre o videogame que a Estrela
fabricou no Brasil no começo da década passada. Verdadeiro
festival de nostalgia, o site traz uma lista com todos os cartuchos lançados
no Brasil e no Exterior, raridades, trechos de publicações
especializadas e, pasmem, um relação com as maiores pontuações
dos torneios oficiais de videogame que rolavam na época em que usar
suspensório verde-limão e purpurina no cabelo estavam na
moda.
Falando em jogos eletrônicos do tempo do Ronca,
o melhor site sobre o assunto é o de um console que nem chegou a
fazer muito sucesso no Brasil: o Intellivision. Fabricado em nosso país
pela Sharp, ele revive em uma excelente página mantida pela equipe
que, em 1980, participou de sua criação. Com o pomposo nome
de Offical Intellivision Classic Videogame Website (www.intellivisionllives.con)
ele compensa toda a empáfia do título com seções
imperdíveis e extremamente prazeirosas de ler. Em uma delas é
contada a história do console, onde o leitor aproveita para se inteirar
sobre como era o panorama dos videogames na década de 70 e 80. Em
outra é mostrado o que estão fazendo hoje em dia os programadores
e designers que trabalharam para a Mattel Eletronics, a empresa por trás
do Intellivision. Mas o melhor mesmo fica por conta dos comerciais de televisão
- onde aparecem cenas do game Burgertime que, com certeza, irão
emocionar muita gente - e dos screenshots dos cartuchos mais famosos.
Antes que você me pergunte onde entra o Atari nessa
jogada, eu respondo: nos sites da Atari Historical Society (www.atari-history.com)
e na Gill’s Atari 2600 and Classic Videogame Cart Collection (http://ourworld.compuserve.com/homepages/zaphod/2600_lst.htm).
Enquanto que a primeira traz tudo o que você sempre quis saber sobre
o Atari mas não tinha a quem perguntar, a segunda é uma espécie
de caderno de classificados virtual, onde os internautas vão para
comprar, vender e trocar cartuchos e consoles. Ah sim, tem também
a The Shaven Wookie’s Classic Videogame Lounge (http://davesclassics.warzone.com/hosted/shavenwookiee),
mais uma home-page de nome comprido que comercializa toda uma série
de badulaques relacionados à pré-história dos videogames,
Atari incluído. Dá até vontade de tirar do baú
os discos dos B-52’s e sair por aí de Champion Watch no braço
e All Star quadriculado nos pés.
Um motorista de limusine ensina como e o que
se deve comprar
Influenciadas por amigos, parentes ou “especialistas”
de última hora, algumas pessoas, muita vezes acabam comprando um
equipamento caríssimo que, no fundo, se revela de pouca utilidade.
É aquela história da “tia” que comprou um Pentium 200 para
jogar paciência ou para digitar trabalhos de faculdade.
Para essa turma, um conselho: leiam os textos semanais
de Robin Miller. Motorista de limusine, ele se tornou um dos melhores colunistas
de informática dos Estados Unidos. Com um texto simples e direto,
Robin dá conselhos, ensina como comprar um computador corretamente
e faz análises brilhantes sobre as novas tecnologias que estão
chegando ao mercado.
Numa de suas últimas colunas ele explica quais
as vantagens de fazer um up-grade em micros usados e de como o casamento
entre um 486 e o Linux pode ser uma alternativa interessante para quem
usa o computador apenas para tarefas domésticas.
Para um cara que ganha o seu pão de cada dia levando
ricos e famoso para lá e para cá, Miller se revela bem mais
interessante do que a maioria dos colunistas que a gente está acostumado
a ver por aí. Só para vocês terem uma idéia,
recentemente ele revelou que até o ano passado ainda rodava todos
os seus aplicativos em um singelo 486. Coisa que, diga-se de passagem,
não é qualquer um que faz. Se você gostou e quer dar
uma conferida, saiba que a coluna de Robin Miller é publicada semanalmente
no site de notícias Andover News Network (http://andovernews.com).
Revendo e jogando os velhos games
Se você vive suspirando de saudades pela casa cada
vez que lembra como era bom o seu CP-400 ou não consegue evitar
uma pontinha de emoção quando um amigo começa falar
dos bons tempos do Pac Man, vai ver está na hora de baixar alguns
emuladores da Internet. Com eles, você transforma o seu micro em
praticamente qualquer coisa, seja num terminal de computador dos anos 80
ou num Atari 2600 prontinho para rodar H.E.R.O, River Raid, Space Invaders
e outras maravilhas da diversão eletrônica.
Para quem quer saber como eram as coisas no distante ano
de 1981, quando o Apple II se tornou equipamento mais quente do momento,
nada mais indicado do que a Apple II Emulation Page (http://geta.life.uiuc.edu/~badger/apple2.html).
No site, o visitante baixa um sistema operacional e vários programas
que deixam o seu computador igualzinho ao micro da empresa de Steve Jobs.
Um pouco mais recentes são as páginas The
UEA Amiga Emulator (www.freiburg.linux.de/~uae)
e fMSX MS-DOS Distribution Site (www.komkon.org/~dekogel/fmsx.html),
espcializadas em emuladores de Amiga e MSX respectivamente. Inclusive com
um programa que emula o Colecovision - vídeogame pré-histórico
dos anos 70 - em ambientes MSX. Bizarro porém divertido.
A turma dos games também não ficou de fora.
Do Atari são dignas de nota a Velharias do Gororoba (www.genial.com.br/atari/index),
com todos os jogos que foram lançados nos anos 70 e 80, e a Atari
(www.angelfire.com/ar/ar01/atari.html),
que apesar do nome simples mantém um belo arquivo organizado em
ordem alfabética. E se nos anos 80 você não tinha dinheiro
para comprar o Intellivision, era o mais caro de todos os consoles, pode
matar a vontade com o Intellivision Lives (www.webcom.com/~makingit/intellivision/download.shtml)
e passar horas e horas jogando games clássicos como Burger Time
e Astrosmash.
É claro que, saudosista ao extremo, você
quer mais não é mesmo? Ok, então ligue o browser e
vá até a Simon’s Classic Games Emulators (http://users.powernet.co.uk/psyman/index).
Ao todo são mais de 20 emuladores de praticamente qualquer videogame
e computador que você puder imaginar. Do Sinclair Spectrum ao Playstation,
passando pelo Megadrive e o Odyssey, tem jogos e emuladores para todos
os gostos. Melhor que isso, só o Tunel do Tempo (www.pel.nutecnet.com.br/twilightzone/emus)
que, além dos programas, conta a história de todos os micros
e consoles que foram lançados da década de 70 até
hoje. Só faltou o Telejogo. Mas, sabe como é, ninguém
é perfeito.
Ainda existem títulos para quem tem
um videolaser
Quando foi lançado, há quase uma década
atrás, o Laserdisc prometia ser a grande revolução
do mercado de vídeo doméstico com seu som límpido
e imagem de qualidade digital. Indo no embalo da indústria, muita
gente gastou “os tubos” em sofisticados aparelhos e discos de filmes -
caríssimos, por sinal - acreditando que essa era uma tecnologia
que tinha vindo para ficar.
Entretanto veio o DVD e, como quem não quer nada,
as grandes empresas foram deixando o laserdisc de lado até que,
sem maiores explicações, deixaram de fabricá-lo. Para
quem tinha o aparelho restaram duas opções: jogá-lo
fora ou usá-lo como CD-Player de luxo, já que ele também
roda discos de áudio.
Ou não. Se você tem Internet em casa e não
quer se livrar do seu CDV-Player, pode recorrer a uma série de sites
que se destinam ao pequeno, porém movimentado, mercado de colecionadores
das bolachonas prateadas. São lojas virtuais onde o visitante pode
comprar milhares de títulos a preços bem em conta, cerca
de 30 ou 60 dólares dependendo do título.
Na Blam Entertainment Group (www.oz.net/blam/index.htm)
e na Digital Eyes (www.digitaleyes.com),
dá até para encontrar títulos raros, como alguns filmes
dos Irmãos Marx e outras relíquias. Tudo a um precinho camarada
e com entrega para qualquer parte do planeta. Para os colecionadores, a
pedida é o Laserdisc Exchange (www.laserdiscs.com),
que vende discos novos e usados e filmes de tiragem limitada ou que foram
lançados somente no Japão. Como se vê, apesar de esquecido
o mercado de Videolaser ainda rende um bom caldo.