Comitê
Estadual pela Verdade, Memória e
Justiça RN
Centro
de Direitos Humanos e Memória Popular
CDHMP
Rua Vigário Bartolomeu, 635 Salas
606 e 607 Centro
CEP 59.025-904 Natal RN
84 3211.5428
enviardados@gmail.com
Envie-nos
dados e informações: |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
Comissões
da Verdade Brasil | Comissões
da Verdade Mundo
Comitê
de Verdade Estados | Comitê
da Verdade RN
Inicial
| Reprimidos
RN | Mortos
Desaparecidos Políticos RN |
Repressores
RN
Militantes
Reprimidos no Rio Grande do Norte
Raimundo Ubirajara de Macedo
Livros
e Publicações
...
e lá fora se falava em liberdade
Ubirajara Macedo, Sebo Vermelho
2001
A
luta em São Paulo
A
luta em São Paulo durou cinco anos
e meio. Apresentações em quartéis,
em juntas militares e o “diabo a quatro”,
até que com a minha condenação
por um ano, deu margem a que me visse livre
das malditas apresentações,
que duraram quase dois anos. Não
podia deixar de procurar trabalho em jornais,
honrando assim minha profissão. Enquanto
isso, tentei até vender livros e
isto aconteceu justamente na editora que
publicou na época um livro que estava
sendo muito vendido – “História
do Povo Brasileiros”, de autoria de
Jânio Quadros e Afonso Arinos. Por
não ter experiência no ramo,
muito custei a deslanchar nas vendas. A
princípio, com meus colegas dos Correios,
depois com pessoas conhecidas e amigas.
Deu para o gasto, mas não era isso
que queria.
Finalmente, certo dia um jornalista, que
era relações públicas
da editora, me informou que a então
Rádio Piratininga estava precisando
de um redator para o jornal falado matutino
“Rotativa no Ar”, cujas atividades
de redação começavam
à meia noite para, às cinco
e meia da manhã, o jornal entrar
no ar. Fui então falar com o diretor
da rádio, um alagoana de nome Amauri
Vieira, que se não me engano é
o pai do apresentador Amaury Junior, da
TV Bandeirantes. Feita a proposta, aceitei
e, nessa mesma noite, comecei a trabalhar.
Note-se que era o único redator do
jornal falado e tinha que preparar um total
de dezoito laudas, com interrupções
ainda para ir ao ar, as primeiras notícias
do dia, organizadas por mim. O pior é
que saía dos Correios exatamente
às vinte e três horas e quarenta
minutos, mas como a rádio ficava
perto dos Correios, lá chegava mesmo
na hora de iniciar os trabalhos. Como morava
no bairro de Perdizes, não havia
tempo de ir jantar em casa, e daí,
o drama. Tinha que fazer lanches pelas casas
de pasto da São João ou Ipiranga,
pois só iria para casa depois que
o jornal fosse ao ar.
Lembro-me bem que em algumas horas, diferentes
das do meu horário normal naquela
rádio, encontrei-me várias
vezes com dois cantores e compositores que
iniciavam suas carreiras vitoriosas. Eram
os jovens Antonio Marcos e Reginaldo Rossi,
que faziam um trabalho de relações
públicas para divulgar suas músicas
que, naquela época, começavam
a agradar o público, cada qual dentro
de suas características, é
claro.
^
Subir
<
Voltar |